O Saci Pererê é um negrinho que tem uma perna só, usa gorro vermelho e fuma cachimbo. Ele é muito levado e vive aprontando.
Desenhos dos alunos do 3 ano da escola José Reinaldo de Oliveira.
Espaço criado para compartilhar literatura (s) e trabalhos realizados na educação infantil, educação especial e ensino fundamental I.
sábado, 22 de junho de 2019
Lendas e mitos folclóricos - A sereia Iara
A Iara é uma sereia que protege rios e mares. Ela encanta os pescadores com seu lindo canto e os leva para o fundo do mar.
Desenhos dos alunos do 3 ano da escola José Reinaldo de Oliveira.
Produção de texto - tema amizade
Produção de texto da turma do 3 ano B da escola José Reinaldo de Oliveira
Tema: Amizade
Observe a imagem e escreva sobre a amizade de um cachorro e um coelho
A produção textual faz parte das habilidades e competências exigidas pela Base Nacional Comum Curricular - BNCC- Para escrever é preciso primeiramente ser um bom ouvinte e um bom leitor. Os textos curtos criados pelos alunos do 3 ano fundamental mostram como as práticas de leitura tem contribuído para a aquisição da linguagem e da escrita. Na maioria deles é possível observar a intertextualidade ou adaptação de fábulas, contos e lendas explorados em sala.
O
cachorro e o coelho – Ana Clara
Era uma vez um coelho que era o melhor amigo de um
cachorro. Eles eram melhores amigos só que um dia a mãe do coelho falou que os
cachorros eram malvados e a mãe do cachorro falou que os coelhos eram muito
malvados. No dia seguinte eles não puderam mais ser amigos, então o coelho e o
cachorro fugiram de casa e eles voltaram a ser melhores amigos e no dia
seguinte eles começaram a fazer isso todos os dias. (Intertextualidade com a lenda africana Sapos e cobras)
O
coelho e o cachorro – Ana Júlia
Era uma vez um coelho e um cachorro. No começo eles não
eram amigos, mas um dia eles se encontraram em uma fazenda e viraram amigos.
O
cachorro e o coelho egoísta – Edson Miguel
Era uma vez um coelho e um cachorro eles eram muito
amigos, mas seus donos não se visitavam muito, por isso, quando se visitavam
aproveitavam o máximo. Só que um dia o coelho achou um pedaço de pizza, como
era egoísta não dividiu. O cão disse:
– Temos que dividir, este é o certo!
O coelho já com a boca aberta, disse:
– Não, este pedaço é só meu!
Mas... quando foi comer, uma ave pegou a pizza, eles
ficaram muito bravos. Mas continuaram.
(Intertextualidade com as fábulas apresentadas em sala)
O
coelho e o cachorro pedido – Everlan Pedro
Era uma vez um cachorro
e um coelho. Um dia o cachorro estava passeando com o seu dono, viu um coelho,
saiu correndo atrás dele e fiou perdido. Aí o coelho chegou devagarzinho com
medo do cachorro e perguntou:
– Você quer ser meu amigo?
E o
cachorro falou:
– Claro, quero sim ser seu amigo!
E o
cachorro falou:
– Você pode me ajudar a voltar para casa?
O
coelho respondeu:
– Claro que posso te ajudar!
Os
dois foram a procura da casa do cachorro, quando acharam o dono do cachorro
pegou o coelho. Daí os dois viraram amigos para sempre.
O
coelho e o cachorro - Felipe
Um coelho e um cachorro
se abraçando, porque viraram melhores amigos. E tiveram uma amizade gigante,
nunca se separaram, porque a amizade era muito grande.
O
coelho e o cachorrinho – Fernanda
Era uma vez um
coelhinho branco, ele era muito fofo, mas era muito bagunceiro, seus donos
queriam um animal comportado, queriam um animal fofo, carinhoso e que não comia
tudo que via, por isso, decidiram ter um cachorro que se chamaria Bidu. Então,
o coelhinho branco percebeu que não tinha se comportado bem, agora ia ter que
dividir tudo com Bidu, o Branco pensou, pensou e teve uma ideia:
– Vou me comportar para que o Bidu não venha!
E foi isso mesmo que ele fez, ficou comportado e seus
donos falaram:
– Oxe, esse coelho
está estranho demais! Nunca vi ele assim antes!
Os seus donos acharam um cachorro que ia se chamar Bidu e
Branco ficou triste, mas seus donos deixaram Branco de castigo, porque ele
fingiu ser bonzinho só para Bidu não vir, Branco ficou bravo.
Três dias depois Branco se arrependeu, começou a brincar,
conversar, rir e se comportar. Daí Bidu falou:
– Nossa! Eu não
queria ser amigo de uma pessoa tão legal assim?
Hoje Bidu e Branco são velhinhos e até hoje são amigos e
estão sempre juntos.
Moral da história: Não pode falar mal dos amigos, sendo
que você nem sabe quem eles são de verdade.
(Intertextualidade com as fábulas apresentadas em sala, a aluna ainda acrescentou a moral)
O
coelho e o cachorro – Isabela F
Era uma vez um
coelhinho bem fofinho que estava passeando na floresta e viu um cachorrinho que
estava perdido sem lar, o coelho ficou com muita pena dele e perguntou:
–
Cachorrinho, você quer ir morar comigo?
E o
cachorrinho respondeu:
– Claro que eu quero!
E foi
assim que eles ficaram melhores amigos!
A
amizade do coelho e do cachorro – Isabela S
Era uma vez um cachorro e um coelhinho, eles eram
separados e os dois eram muito brincalhões e tão fofinhos que a dona deles não
queria deixar nenhum fora de casa, com fome, frio, sede, etc.
Mas eles não se entendiam, depois eles começaram a se
entender e começaram a ser amigos e a amizade cresceu e cresceu. O coelho e o
cachorro fizeram uma amizade que nunca se acabou.
A
morte do cachorro e do coelho – Maria Eduarda
Era uma vez um coelho e
um cachorro, eles eram tão amigos que um não largava do outro. Mas um dia em
vez deles dois comerem a comida que eles comiam eles comeram veneno.
No outro dia o dono foi brincar com eles e eles estavam
mortos, o moço ficou desesperado e também ficou muito triste. Então ele
resolveu enterrar os pobres bichinhos.
O
coelho e o cachorro – Maria Vitória
Era uma vez um coelho
que morava em um abrigo de animais. Um dia uma moça passou e disse:
– Eu gostei desse coelho, vou levar ele!
No outro dia a moça levou o coelho e alimentou ele, o
cachorro que morava naquela casa ficou com ciúmes, o cachorro ficou horas e
horas latindo.
Quatro meses depois eles viraram melhores amigos, comiam
juntos, dormiam juntos, brincavam juntos, enfim faziam tudo juntos, assim virou
uma bela amizade.
A
amizade do cachorro e do coelho – Mayara
Uma vez um cachorro
correu tanto, mais tanto que ele esbarrou em um coelho, ele ficou tão bravo que
deu vontade de morder o coelho.
O
coelho pensou: “que cachorro atrapalhado, mas eu não tô ligando pra ele, vou
continuar comendo a minha cenoura, porque eu não preciso cuidar da vida dele, eu
tenho a minha própria vida, mas eu acabei gostando dele e se eu pedir a amizade
dele e ele não querer eu vou ficar com vergonha”.
O
cachorro pensou também: “eu acho que acabei gostando do coelho”
– Coelho,
você quer ser meu amigo? Perguntou o cachorro.
O coelho
respondeu:
– Sim,
eu quero ser seu amigo!
Assim
eles foram felizes para sempre.
O coelho e o cachorro que ensinaram a amar
– Maryana
Era uma vez dois amigos que se
amavam muito, eles não tinham sido comprados, então eles moravam em uma loja de
bichos.
Até que um dia alguém comprou o
coelho e um dia depois o cachorro foi comprado. Mas o homem que tinha comprado
o coelho era vizinho do homem que comprou o cachorro e eles eram rivais.
Então o
coelho e o cachorro ensinaram o que era amar e os quatro viveram felizes para
sempre.
O cachorrinho e o coelhinho – Milena
Era uma vez um cachorrinho que era
muito solitário. Ele vivia em um prédio rosa, no andar 48. Na frente do prédio
rosa tinha o prédio azul, lá morava um coelhinho.
Mas
por coincidência a janela do coelhinho ficava bem na frente da janela do
cachorrinho. Um dia o cachorrinho escapou da coleira e o coelhinho estava
brincando lá fora e os dois se conheceram e ficaram amigos para sempre.
O coelho e o cachorro, amigos – Mirella
Era
uma vez um coelho que um dia se mudou. Perto da casa nova do coelho morava um
cachorro. Um dia o coelho foi na porta do cachorro:
Toc,
toc, toc.
O
cachorro foi abrir a porta.
– Olá
eu sou o coelho, seu vizinho! O coelho falou.
– Oi, eu sou o cachorro, entra! O cachorro
disse.
Eles
passaram a tarde juntos brincando. Eles fizeram um acordo:
– Vamos ser amigos porque nós passamos a tarde
toda juntos.
E um
fazia carinho no outro e um fofocava para o outro. E juntos eles foram felizes
para sempre.
O cachorro e o coelho - Mirelly
Era
uma vez um cachorro caminhando quando encontrou um coelho e disse:
– Qual é o seu nome?
E o
coelho respondeu:
– Meu nome é Peludinho!
O
cachorro perguntou:
– Você
quer ser meu amigo?
O coelho
respondeu:
– Sim. Vamos brincar?
– Sim.
Respondeu o cachorro.
E os
dois viveram felizes para sempre.
O coelho e o cachorro – Talyta
Era
uma vez um cachorro que adorava ser amigo de um coelho. Um dia eles brincaram
de muitas brincadeiras, eles correram e fizeram muitas coisas. Eles brincavam
tanto que um dia os pais deles combinaram de fazer uma viagem juntos e os dois
se divertiram muito e essa amizade sempre continuou assim.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Lembrança da contação de histórias em 24-11-17 na turma do PRÉ II D no EMEI Cecília Meireles
Em novembro de 2017 fui convidada pelo professor Flávio Penteado para contar histórias para a turma do Pré Fase II na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Cecília Meireles, atividade que me proporcionou um momento mágico a partir de histórias fantásticas e um público maravilhoso!
Na época, eu escrevi esse pequeno relato para publicação no facebook da escola.
Contar histórias proporciona uma experiência incrível, tanto
para quem conta, como para quem ouve. A contação de histórias na Educação
Infantil é muito importante para a formação da criança, sendo objeto de
pesquisas que apontam excelentes resultados no processo educacional. Como toda
atividade realizada em sala de aula tem uma finalidade, seleciono histórias que
possam educar e entreter, priorizando o segundo, já que é por meio da
brincadeira que a criança aprende.
Contar histórias especialmente
para crianças não é uma tarefa tão simples, primeiro acredito que essa é uma
atividade muito séria, que exige planejamento e estudo, não podemos fazer a
escolha aleatória de um livro e muito menos subestimar a capacidade das
crianças, espera-se que elas interajam, isso muitas vezes nos leva a situações
inusitadas, como ser corrigido pela criança. Há várias formas de contar
histórias, eu optei por contar sem materiais de apoio (fantoches, roupas...)
somente com o livro, em alguns momentos fazendo pausas para que elas comentem
ou questionem, antes de iniciar seleciono algumas canções que antecedem a
história, como se fosse um ritual, as crianças sabem quando inicia a hora do
conto, porque nos sentamos, cantamos uma música...
Considerando a semana da consciência negra, e sabendo que já havia sido realizados trabalhos com a turma em relação à temática, selecionei duas histórias “Bruna e a galinha d’angola” e “O cabelo de Lelê” em que as heroínas são meninas negras que buscam conhecer a história da África, e assim constroem suas identidades.
Considerando a semana da consciência negra, e sabendo que já havia sido realizados trabalhos com a turma em relação à temática, selecionei duas histórias “Bruna e a galinha d’angola” e “O cabelo de Lelê” em que as heroínas são meninas negras que buscam conhecer a história da África, e assim constroem suas identidades.
Tive também o prazer de ler para as crianças a
história “Lé o elefante de lata” da autora Marta Cocco, inserir no planejamento
histórias de autores mato-grossenses sempre me trouxe bons resultados, essa foi
a história em que mais houve interação. Nossa tarde, conforme planejado foi
assim, entre músicas e histórias ampliamos nosso conhecimento. É sempre um
privilégio contar histórias para crianças!
Bruna Evangelista - 25/11/2017
Bruna Evangelista - 25/11/2017
Contação de história no EMEI Tempo de Infância
Contar
histórias é uma prática milenar, a mais antiga das artes. Gosto muito de ouvir
e contar histórias. Na educação - principalmente a infantil – a contação de
histórias é fundamental, além de ser uma atividade lúdica, amplia a imaginação,
auxilia no processo de memorização, dentre outros benefícios cognitivos e
sociais.
Hoje (23/05/19) tive o
prazer de contar histórias para a turma do PRÉ FASE II C, no EMEI Tempo de Infância.
Uma turma privilegiada, pois é regida pelo professor Flávio Penteado, que assim
como eu valoriza a literatura infantil no processo de aprendizagem.
o
As histórias contadas foram Bruna e a galinha
d’angola de Gercilga de Almeida um livro em homenagem às raízes negras da
África e a outra Menina bonita do laço de fita de Ana Maria Machado.
o
Para contar a primeira história a técnica
utilizada foi a leitura do livro: leitura
dinâmica, dramatizada, com as ilustrações do livro. Na segunda foi literalmente
a Contação: que consiste na adaptação do contador (a) ou história decorada na íntegra.
o
Em ambas os recursos foram somente a voz, a expressão corporal e a interação
com as crianças que se sentaram comigo no chão e foram muito participativas.
Agradeço ao
professor Flávio e a Escola infantil Tempo de Infância por proporcionarem esse maravilhoso momento
para mim e para as crianças.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Apresentação do dia das mães
Na sexta-feria tivemos apresentação do dia das mães na escola José Reinaldo de Oliveira.
A turma do 3º ano B cantou a música Trem bala (especial dia das mães) e recitou o poema de Sylvia Ortof - Se as coisas fossem mães.
Música Trem bala (especial dia das mães) - Ana Vilela
Cantado acapella
Declamação:
Se as coisas fossem mães - Sylvia Ortof
Os cartazes foram produzidos na disciplina de artes.
Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,
o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
o mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.
Se a casa fosse mãe, seria mãe das janelas,
conversaria com a lua sobre as crianças estrelas,
falaria de receitas, pastéis de vento, quindins,
emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins.
Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes,
pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria mãe da alegria,
toda mãe é um pouco fada...nossa mãe fada seria.
Se uma bruxa fosse mãe,
seria uma mãe engraçada:
seria mãe das vassouras, da família vassourada!
Se a chaleira fosse mãe, seria mãe da água fervida,
faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas sendo cadeiras,
sentariam comportadas, teriam "boas maneiras".
Cada mãe é diferente: mãe verdadeira ou postiça,
mãe vovó e mãe titia, Maria, Filó e Francisca.
Toda mãe é como eu disse, tem rainha e princesa
Tem até pai que é tipo mãe... esse então é uma beleza"
Quando o coração se abre é possível ler a frase de Johann Goethe "Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a" e a foto da criança, porque não há presente melhor do que seu próprio filho.


terça-feira, 14 de maio de 2019
Quem tem medo? Sobre
medos e enfrentamentos.
Ter medo é algo natural, todo
mundo tem um medo que a gente nem imagina, no entanto, não podemos ter medo do
medo, enfrentar os medos pode ser a única forma de se livrar dele.
As crianças temem muitas coisas e
ás vezes se envergonham disso, muitas vezes os adultos (e até mesmo outras
crianças) reprimem ou tiram sarro, por considerar que são medos bobos. No
entanto, o que elas nem sempre sabem é que nós adultos também temos medo, mesmo
que não expressemos.
Reconhecer e enfrentar seus medos faz parte do processo de construção da criança, para desmistificar o medo utilizamos a maravilhosa coleção quem tem medo, da autora Ruth Rocha.
Reconhecer e enfrentar seus medos faz parte do processo de construção da criança, para desmistificar o medo utilizamos a maravilhosa coleção quem tem medo, da autora Ruth Rocha.
Com uma linguagem acessível e
divertida a autora expõe vários tipos de medos, desde o medo do escuro até o
medo de passar vergonha em público. As atividades foram realizadas nas
disciplinas de artes, língua portuguesa e ensino religioso e renderam um
aprendizado significativo, uma vez que, foi possível expor situações cotidianas
a partir de aula dialógicas. Desse modo, o educador deixa de ser o único
detentor do conhecimento, abrindo espaço para uma pedagogia transdisciplinar,
em que os diversos conhecimentos e experiências se imbricam.
Sequência didática:
Apresentação dos textos.
Quem tem medo de dizer não? Leitura deleite no início da aula.
Quem tem medo de cachorro? Apresentação em SLIDES.
Quem tem medo de monstro? Leitura compartilhada em sala, leitura individual (empréstimo do livro para que os alunos levassem para casa e realizassem as tarefas referentes ao texto).
Produção textual:
“Eu tinha medo de escuro. Quando era menor tinha muito medo
de escuro. Todas as pessoas têm medo de alguma coisa. Até a minha mãe tinha
medo de alguma coisa e meu pai também. ” Ana Clara
“Bichos assustadores e de escuro e muito medo de cobra e de aranha.
” Ana Cristina
“Escuro, cobra, tenho medo de tudo isso. Eu tenho medo e
enfrentei meu medo, do escuro não, quer dizer nenhum eu enfrentei haha.” Ana
Júlia
“Nada. Eu tinha medo de bandido, mas é só se acalmar, se esconder
ou chamar a polícia. ” Caio
“Monstros- Momo. Quando eu era pequeno tinha medo de tudo
escuro, monstros, mas hoje não tenho mais medo, mas ainda tenho medo de algumas
coisas, claro. ” Edson
“O menino tinha medo de cobra e foi picado um dia e a cobra tinha
seu medo, era ser morta. ” Everlan
“Barata, cobra, lagartixa. Eu tenho medo de tudo isso, e eu
não gosto de chegar perto de nada disso e não gosto de tocar. ” Isabela S
“Estranhos, cobra, morcegos, trovão, jacaré, leão, onça,
tigre, tubarão, caranguejo, momo, lacraia, aranha, etc. Esta foi minha historinha
do que eu tenho medo. ” Talyta
”Tem pessoas que tem medo de escuro, tem pessoas que tem
medo de altura, tem pessoas que tem medo de cobra, tem pessoas que tem medo de
aranha.” Jean
“Tenho medo de leão, o jeito que ele anda eu acho estranho
ao mesmo tempo tenho medo. ” Ricardo
“Aranha, tubarão, caranguejo, barata, coruja, peixe vivo
fora d’água, dragão. ” Mirella
“Cobra e de aranha. Eu tenho muito medo de quase tudo, eu
não tenho medo só que eu tenho medo de barata e medo de pulga e tenho medo de
morcego e medo de raio e de pitbull e de caranguejo.” Maria Y
“Aranha, porque um dia veio uma aranha na minha casa e era aquelas
aranhas peludas e o pelo era venenoso e o pelo foi na minha irmãzinha e ela
ficou doente, por isso, tenho medo de aranha e também porque ela é feia,
assustadora, etc.” Maryana D
“Cobra, de barata e de escuro. Eu tenho medo de cobra,
barata e escuro, não sei como perder o medo, e de lagartixa, sapo, trovão e minhoca.
” Mirelly
“Cobra. Um dia a minha tia estava grávida e ela foi picada
por uma cobra e quando eu soube disso eu comecei a ter medo de cobra. ” Isabela
F
“Ladrão. Meu medo começou quando
eu tinha 5 anos, porque um homem entrou na chácara que eu moro, mas afinal de
contas era pouco. Quando eu tinha 7 anos é que o meu medo aumentou, meu pai
ficou sozinho em casa e eu, minha mãe e as minhas tias tinha ido comer fora e entrou
dois ladrões dentro de casa, isso quando eu já morava na cidade e era cadeado
que fechava o portão, um dos ladrões fechou o portão e o meu pai ponhou a chave
embaixo da caixa, quando o ladrão foi abrir o portão fez muito barulho e o meu
pai acordou e ele foi lá fora e os ladrões estavam apontando a arma pro meu
pai. O meu pai fingiu que não viu e o meu pai foi até o portão e com medo de
voltar pulou o portão e minha mãe ligou para a polícia, mas não veio ninguém lá
e até hoje tenho muito medo de ladrão.” Milena
“Aranhas, gigantes e tubarões é o que eu tenho mais medo.
Bom, só esses dois por enquanto. ” Felipe
Quem tem medo de dizer não?
Ruth Rocha
A gente vive aprendendo
A ser bonzinho, legal,
A dizer que sim pra tudo,
A ser sempre cordial...
A concordar, a ceder,
A não causar confusão,
A ser vaca-de-presépio
Que não sabe dizer não!
Acontece todo dia,
Pois eu mesma não escapo.
De tanto ser boazinha,
Tô sempre engolindo sapo...
Como coisas que não gosto,
Faço coisas que não quero...
Deste jeito, minha gente,
Qualquer dia eu desespero...
Já comi pamonha e angu,
Comi até dobradinha...
Comi mingau de sagu
Na casa de uma vizinha...
Comi fígado e espinafre,
De medo de dizer não.
Qualquer dia, sem querer,
Vou ter de comer sabão!
Eu não sei me recusar,
Quando me pedem um favor.
Eu sei que não vou dar conta,
Mas dizer não é um horror!
E no fim não faço nada
E perco toda razão.
Fico mal com todo mundo,
Só consigo amolação.
Quando eu estudo a lição
E o companheiro não estuda,
Na hora da prova pede
Que eu dê a ele uma ajuda
Embora ache desaforo,
Eu não consigo negar...
Meu Deus, como sou boazinha...
Vivo só para ajudar...
Se alguém me pede que empreste
O disco do meu agrado,
Sabendo que não devolvem
Ou que devolvem riscado...
Sou incapaz de negar,
Mas fico muito infeliz...
Qualquer um, se tiver jeito,
Me leva pelo nariz...
Depois que eu estou na fila
Pra pagar o supermercado,
Já estou lá há muito tempo...
Aparece um engraçado...
Seja jovem, seja velho,
Se mete na minha frente,
Mas eu nunca digo nada...
Embora eu fique doente!
A gente sempre demora
A entender esta questão.
Às vezes custa um bocado
Dizer simplesmente não!
Mas depois que você disse
Você fica aliviada
E o outro que lhe pediu
É que fica atrapalhado...
Mas não vamos esquecer
Que existe o "por outro lado"...
Tudo tem direito e avesso,
Que é meio desencontrado...
Quero saber dizer NÃO.
Acho que é bom para mim.
Mas não quero ser do contra...
Também quero dizer SIM!
Autora:Ruth Rocha. Ilustrações: Mariana Massarani. Editora Cultura/SP. 2003.
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