quinta-feira, 23 de maio de 2019

Lembrança da contação de histórias em 24-11-17 na turma do PRÉ II D no EMEI Cecília Meireles


Em novembro de 2017 fui convidada pelo professor Flávio Penteado para contar histórias para a turma do Pré Fase II na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Cecília Meireles, atividade que me proporcionou um momento mágico a partir de histórias fantásticas e um público maravilhoso!


Na época, eu escrevi esse pequeno relato para publicação no facebook da escola.

Contar histórias proporciona uma experiência incrível, tanto para quem conta, como para quem ouve. A contação de histórias na Educação Infantil é muito importante para a formação da criança, sendo objeto de pesquisas que apontam excelentes resultados no processo educacional. Como toda atividade realizada em sala de aula tem uma finalidade, seleciono histórias que possam educar e entreter, priorizando o segundo, já que é por meio da brincadeira que a criança aprende.
Contar histórias especialmente para crianças não é uma tarefa tão simples, primeiro acredito que essa é uma atividade muito séria, que exige planejamento e estudo, não podemos fazer a escolha aleatória de um livro e muito menos subestimar a capacidade das crianças, espera-se que elas interajam, isso muitas vezes nos leva a situações inusitadas, como ser corrigido pela criança. Há várias formas de contar histórias, eu optei por contar sem materiais de apoio (fantoches, roupas...) somente com o livro, em alguns momentos fazendo pausas para que elas comentem ou questionem, antes de iniciar seleciono algumas canções que antecedem a história, como se fosse um ritual, as crianças sabem quando inicia a hora do conto, porque nos sentamos, cantamos uma música...
      Considerando a semana da consciência negra, e sabendo que já havia sido realizados trabalhos com a turma em relação à temática, selecionei duas histórias “Bruna e a galinha d’angola” e “O cabelo de Lelê” em que as heroínas são meninas negras que buscam conhecer a história da África, e assim constroem suas identidades.
 Tive também o prazer de ler para as crianças a história “Lé o elefante de lata” da autora Marta Cocco, inserir no planejamento histórias de autores mato-grossenses sempre me trouxe bons resultados, essa foi a história em que mais houve interação. Nossa tarde, conforme planejado foi assim, entre músicas e histórias ampliamos nosso conhecimento. É sempre um privilégio contar histórias para crianças!

Bruna Evangelista - 25/11/2017















Contação de história no EMEI Tempo de Infância


Contar histórias é uma prática milenar, a mais antiga das artes. Gosto muito de ouvir e contar histórias. Na educação - principalmente a infantil – a contação de histórias é fundamental, além de ser uma atividade lúdica, amplia a imaginação, auxilia no processo de memorização, dentre outros benefícios cognitivos e sociais.

Hoje (23/05/19) tive o prazer de contar histórias para a turma do PRÉ FASE II C, no EMEI Tempo de Infância. Uma turma privilegiada, pois é regida pelo professor Flávio Penteado, que assim como eu valoriza a literatura infantil no processo de aprendizagem.

o   As histórias contadas foram Bruna e a galinha d’angola de Gercilga de Almeida um livro em homenagem às raízes negras da África e a outra Menina bonita do laço de fita de Ana Maria Machado.


o   Para contar a primeira história a técnica utilizada foi  a leitura do livro: leitura dinâmica, dramatizada, com as ilustrações do livro. Na segunda foi literalmente a Contação: que consiste na adaptação do contador (a) ou história decorada na íntegra.
o   Em ambas os recursos foram somente a voz, a expressão corporal e a interação com as crianças que se sentaram comigo no chão e foram muito participativas.
Agradeço ao professor Flávio e a Escola infantil Tempo de Infância por proporcionarem esse maravilhoso momento para mim e para as crianças.





quarta-feira, 15 de maio de 2019

Apresentação do dia das mães 

Na sexta-feria tivemos apresentação do dia das mães na escola José Reinaldo de Oliveira.
A turma do 3º ano B cantou a música Trem bala (especial dia das mães) e recitou o poema de Sylvia Ortof - Se as coisas fossem mães.


Música Trem bala (especial dia das mães) - Ana Vilela
Cantado acapella



Declamação: 
Se as coisas fossem mães - Sylvia Ortof




Os cartazes foram produzidos na disciplina de artes.



Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,
o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.


Se sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
o mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.
Se a casa fosse mãe, seria mãe das janelas,
conversaria com a lua sobre as crianças estrelas,
falaria de receitas, pastéis de vento, quindins,
emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins.
Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes,
pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria mãe da alegria,
toda mãe é um pouco fada...nossa mãe fada seria.
Se uma bruxa fosse mãe,
seria uma mãe engraçada:
seria mãe das vassouras, da família vassourada!
Se a chaleira fosse mãe, seria mãe da água fervida,
faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas sendo cadeiras,
sentariam comportadas, teriam "boas maneiras".
Cada mãe é diferente: mãe verdadeira ou postiça,
mãe vovó e mãe titia, Maria, Filó e Francisca.
Toda mãe é como eu disse, tem rainha e princesa
Tem até pai que é tipo mãe... esse então é uma beleza"

Cartões para as mães
Quando o coração se abre é possível ler a frase de Johann Goethe "Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a" e a foto da criança, porque não há presente melhor do que seu próprio filho.

terça-feira, 14 de maio de 2019


Quem tem medo? Sobre medos e enfrentamentos.

Ter medo é algo natural, todo mundo tem um medo que a gente nem imagina, no entanto, não podemos ter medo do medo, enfrentar os medos pode ser a única forma de se livrar dele.

As crianças temem muitas coisas e ás vezes se envergonham disso, muitas vezes os adultos (e até mesmo outras crianças) reprimem ou tiram sarro, por considerar que são medos bobos. No entanto, o que elas nem sempre sabem é que nós adultos também temos medo, mesmo que não expressemos.
Reconhecer e enfrentar seus medos faz parte do processo de construção da criança, para desmistificar o medo utilizamos a maravilhosa coleção quem tem medo, da autora Ruth Rocha.

Com uma linguagem acessível e divertida a autora expõe vários tipos de medos, desde o medo do escuro até o medo de passar vergonha em público. As atividades foram realizadas nas disciplinas de artes, língua portuguesa e ensino religioso e renderam um aprendizado significativo, uma vez que, foi possível expor situações cotidianas a partir de aula dialógicas. Desse modo, o educador deixa de ser o único detentor do conhecimento, abrindo espaço para uma pedagogia transdisciplinar, em que os diversos conhecimentos e experiências se imbricam.

Sequência didática:
Apresentação dos textos.
Quem tem medo de que? Leitura compartilhada.

Quem tem medo do novo? Leitura individual.


Quem tem medo de dizer não? Leitura deleite no início da aula.


Quem tem medo de cachorro? Apresentação em SLIDES.


Quem tem medo do ridículo? Leitura deleite no fim da aula.


Quem tem medo de monstro? Leitura compartilhada em sala, leitura individual (empréstimo do livro para que os alunos levassem para casa e realizassem as tarefas referentes ao texto).




Produção textual:

“Eu tinha medo de escuro. Quando era menor tinha muito medo de escuro. Todas as pessoas têm medo de alguma coisa. Até a minha mãe tinha medo de alguma coisa e meu pai também. ” Ana Clara

“Bichos assustadores e de escuro e muito medo de cobra e de aranha. ” Ana Cristina

“Escuro, cobra, tenho medo de tudo isso. Eu tenho medo e enfrentei meu medo, do escuro não, quer dizer nenhum eu enfrentei haha.” Ana Júlia

“Nada. Eu tinha medo de bandido, mas é só se acalmar, se esconder ou chamar a polícia. ” Caio

“Monstros- Momo. Quando eu era pequeno tinha medo de tudo escuro, monstros, mas hoje não tenho mais medo, mas ainda tenho medo de algumas coisas, claro. ” Edson

“O menino tinha medo de cobra e foi picado um dia e a cobra tinha seu medo, era ser morta. ” Everlan

“Barata, cobra, lagartixa. Eu tenho medo de tudo isso, e eu não gosto de chegar perto de nada disso e não gosto de tocar. ” Isabela S

“Estranhos, cobra, morcegos, trovão, jacaré, leão, onça, tigre, tubarão, caranguejo, momo, lacraia, aranha, etc. Esta foi minha historinha do que eu tenho medo. ” Talyta

”Tem pessoas que tem medo de escuro, tem pessoas que tem medo de altura, tem pessoas que tem medo de cobra, tem pessoas que tem medo de aranha.” Jean

“Tenho medo de leão, o jeito que ele anda eu acho estranho ao mesmo tempo tenho medo. ” Ricardo
“Aranha, tubarão, caranguejo, barata, coruja, peixe vivo fora d’água, dragão. ” Mirella

“Cobra e de aranha. Eu tenho muito medo de quase tudo, eu não tenho medo só que eu tenho medo de barata e medo de pulga e tenho medo de morcego e medo de raio e de pitbull e de caranguejo.” Maria Y

“Aranha, porque um dia veio uma aranha na minha casa e era aquelas aranhas peludas e o pelo era venenoso e o pelo foi na minha irmãzinha e ela ficou doente, por isso, tenho medo de aranha e também porque ela é feia, assustadora, etc.” Maryana D

“Cobra, de barata e de escuro. Eu tenho medo de cobra, barata e escuro, não sei como perder o medo, e de lagartixa, sapo, trovão e minhoca. ” Mirelly

“Cobra. Um dia a minha tia estava grávida e ela foi picada por uma cobra e quando eu soube disso eu comecei a ter medo de cobra. ” Isabela F

“Ladrão. Meu medo começou quando eu tinha 5 anos, porque um homem entrou na chácara que eu moro, mas afinal de contas era pouco. Quando eu tinha 7 anos é que o meu medo aumentou, meu pai ficou sozinho em casa e eu, minha mãe e as minhas tias tinha ido comer fora e entrou dois ladrões dentro de casa, isso quando eu já morava na cidade e era cadeado que fechava o portão, um dos ladrões fechou o portão e o meu pai ponhou a chave embaixo da caixa, quando o ladrão foi abrir o portão fez muito barulho e o meu pai acordou e ele foi lá fora e os ladrões estavam apontando a arma pro meu pai. O meu pai fingiu que não viu e o meu pai foi até o portão e com medo de voltar pulou o portão e minha mãe ligou para a polícia, mas não veio ninguém lá e até hoje tenho muito medo de ladrão.” Milena


“Aranhas, gigantes e tubarões é o que eu tenho mais medo. Bom, só esses dois por enquanto. ” Felipe


Desenhos:
















Quem tem medo de dizer não? 
Ruth Rocha

A gente vive aprendendo 
A ser bonzinho, legal, 
A dizer que sim pra tudo, 
A ser sempre cordial...

A concordar, a ceder, 
A não causar confusão, 
A ser vaca-de-presépio 
Que não sabe dizer não!

Acontece todo dia, 
Pois eu mesma não escapo. 
De tanto ser boazinha, 
Tô sempre engolindo sapo...

Como coisas que não gosto, 
Faço coisas que não quero... 
Deste jeito, minha gente, 
Qualquer dia eu desespero...

Já comi pamonha e angu, 
Comi até dobradinha... 
Comi mingau de sagu 
Na casa de uma vizinha...

Comi fígado e espinafre, 
De medo de dizer não. 
Qualquer dia, sem querer, 
Vou ter de comer sabão!

Eu não sei me recusar, 
Quando me pedem um favor. 
Eu sei que não vou dar conta, 
Mas dizer não é um horror!

E no fim não faço nada 
E perco toda razão. 
Fico mal com todo mundo, 
Só consigo amolação.
Quando eu estudo a lição 
E o companheiro não estuda, 
Na hora da prova pede 
Que eu dê a ele uma ajuda

Embora ache desaforo, 
Eu não consigo negar... 
Meu Deus, como sou boazinha... 
Vivo só para ajudar...

Se alguém me pede que empreste 
O disco do meu agrado, 
Sabendo que não devolvem 
Ou que devolvem riscado...

Sou incapaz de negar, 
Mas fico muito infeliz... 
Qualquer um, se tiver jeito, 
Me leva pelo nariz...

Depois que eu estou na fila 
Pra pagar o supermercado, 
Já estou lá há muito tempo... 
Aparece um engraçado...

Seja jovem, seja velho, 
Se mete na minha frente, 
Mas eu nunca digo nada... 
Embora eu fique doente!
A gente sempre demora 
A entender esta questão. 
Às vezes custa um bocado 
Dizer simplesmente não!

Mas depois que você disse 
Você fica aliviada 
E o outro que lhe pediu 
É que fica atrapalhado...

Mas não vamos esquecer 
Que existe o "por outro lado"... 
Tudo tem direito e avesso, 
Que é meio desencontrado...

Quero saber dizer NÃO. 
Acho que é bom para mim. 
Mas não quero ser do contra... 
Também quero dizer SIM!

Autora:Ruth Rocha. Ilustrações: Mariana Massarani. Editora Cultura/SP. 2003.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Contação de histórias com Rosane Freytag


A contação de histórias é um precioso auxilio pedagógico para desenvolver diferentes habilidades e competências nas séries iniciais, além de ser um incentivo a prática de leitura. Contar histórias é uma das atividades mais antigas da humanidade, muitas narrativas que desfrutamos hoje por meio de livros foram transmitidas oralmente até serem registradas, foi o que ocorreu com os contos maravilhosos e lendas, por exemplo.

A contação de histórias auxilia no processo de aquisição, desenvolvimento da linguagem e ampliação do vocabulário, além de auxiliar na atenção, memorização, reflexão e observação. A literatura infantil auxilia a criança no processo de descoberta de sua identidade, as histórias sensibilizam, divertem, aliviam as tesões emocionais, as crianças podem incorporar valores sociais e resolver conflitos individuais por meio da identificação com personagens.

Contar histórias não é o mesmo que ler. Contadores de histórias são figuras ancestrais presentes no imaginário de muitas gerações desde a antiguidade, acreditava-se que o próprio contador era detentor de saberes mágicos, as narrativas contadas ao redor da fogueira durante a noite, somada a voz e a dramatização do contador criavam esse clima de magia que nos envolve até os dias de hoje. Atualmente a imagem do contador de histórias ressurge com muita expressividade, tornando-se inclusive uma atividade profissional, isso porque compreende-se que essa prática é uma excelente ferramenta pedagógica, porém não é apenas a área da educação que tem se beneficiado da contação de histórias, na área da saúde, por exemplo, o ato de contar histórias surge como complemento de vários tratamentos físicos e psicológicos.

A turma do 3 ano B teve o privilégio de ouvir a contadora de histórias Rosane Freytag. Formada em letras e pedagogia, doutora em história da literatura e literatura comparada, Rosane é professora aposentada da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), seu trabalho como contadora de histórias vem de longa data, inclusive realizou por meio de projetos institucionais várias ações que visavam promover a literatura.

A hora do conto

Rosane, assim como os narradores medievais, os pajés, griôs e outras figuras que permeiam o imaginário dos povos durante séculos aparece com um ar de mistério, com o chapéu de três pontas usado por muitos contadores de histórias e um instrumento de sopro muito parecido com um Mimé - instrumento de sopro, aerofone, apito de taquara, também conhecido como "Maués" por povos indígenas do Brasil - deixou as crianças encantadas.

Primeiro,ouve-se o som do instrumento que anuncia o começo da história, todas as crianças observam atentas. A primeira história é Maria vai com as outras de Sylvia Orthof, com poucos recursos a contadora utiliza apenas da linguagem corporal e da voz,as crianças não deixavam passar nenhum movimento. Logo em seguida, a história Menina bontita do laço de fita de Ana Maria Machado, conhecida pelos alunos por ser um dos livros do projeto literário, a interação tornou a história ainda mais encantadora, quando a contadora repetia a pergunta do coelho, sem que fosse solicitado a turma falava em coro “menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?”.


Certamente a experiência foi muito enriquecedora para todos nós. Muito obrigada professora Rosane! 
 


"Para contar uma história – seja qual for – é bom saber como se faz. Afinal, nela se descobrem palavras novas, se entra em contato com a música e com a sonoridade das frases, dos nomes... Se capta o ritmo, a cadência do conto, fluindo como uma canção...  Ou se brinca com a melodia dos versos, com o acerto das rimas, com o jogo das palavras... Contar histórias é uma arte... E tão linda!!! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido, e por isso não é nem remotamente declaração ou teatro... Ela é o uso simples e harmônico da voz." (ABRAMOVICH, 1989, p.18)

domingo, 12 de maio de 2019

Visita da escritora Maria da Paz Sabino

Na sexta-feira (10/05) a turma do 3º ano B, da escola José Reinaldo de Oliveira recebeu a visita da escritora sinopense Maria da Paz Sabino. A escritora possui 7 livros publicados, sendo 2 deles infantis. Desde o início do 1º bimestre desenvolvo o projeto literário “voar fora da asa”, tendo em vista a importância do letramento literário nas séries iniciais. Dentre os livros de literatura produzida em Mato Grosso, selecionei “o mundo fantástico da formiga Zaroia” da autora Maria da Paz, tivemos várias etapas de trabalho. Empréstimo do livro para que eles lessem em casa, leitura em sala e várias atividades interdisciplinares relacionadas ao texto.

Língua portuguesa: Produção textual - Resumo da história. Pesquisa no dicionário para descobrir o significado das palavras desconhecidas.

Artes: Formiga confeccionada com caixa de ovos, desenho.

Ciências: Como é a vida no formigueiro (postagem do dia 09/04). Reprodução dos insetos, importância dos insetos no equilíbrio do ecossistema. Alimentação saudável, o tema surgiu da pergunta feita por um aluno “Todas as formigas gostam de doces? Por que elas gostam?”

Geografia: Há um trecho do livro que relata a perseguição das crianças pobres que aguardavam as chuvas para comer as tanajuras, esse hábito alimentar é típico de alguns estados do nordeste, por isso, pesquisamos para saber sobre a (s) cultura(s), distâncias, relevo, vegetação, etc.

História: Zaroia é uma personagem antropomórfica, ou seja, possui características humanas como habitualmente vemos em narrativas infantis. Os dramas da vida de Zaroia poderiam ser vividos (e são) por seres humanos. Quando as formigas retirantes saem de sua colônia por falta de condições de viver ali, o leitor pode associar as inúmeras famílias que se deslocaram de sua terra natal, em busca de trabalho e melhores condições de vida, inclusive o município de Sinop foi consolidado com histórias como essa. Iniciamos com a história de vida das famílias dos alunos, sendo enviado como tarefa de casa um roteiro de perguntas para que entrevistassem familiares com o intuito de saber porque vieram para esta região, posteriormente pesquisamos a história do município, quem veio para cá e porque veio.

Ensino religioso: O livro nos possibilitou também tratar de questões como preconceito e intolerância. Além de trazer mensagens de esperança, amizade e companheirismo.  


As formigas possuem um hábito alimentar bem diversificado, que varia de acordo com as espécies, elas podem ser herbívoras, carnívoras ou ambas. É muito comum encontrarmos formigas em volta de doces, isso porque o açúcar fornece bastante energia para elas trabalharem. Quando os alimentos açucarados são líquidos as operárias armazenam no abdômen e levam para o formigueiro, assim como levam os alimentos sólidos e lá irão alimentar outras formigas.

Sabendo que formiga gosta de doce – crianças e professora também – montamos uma mesa com bolo, bombons e pirulitos para aguardar a visita da criadora da Zaroia.





 Formiga feita com caixinha de ovo.


A autora com a turma do 3° ano. 
  


Foram muitas atividades realizadas com o livro, com a finalidade de incentivar a produção textual o aluno que tivesse o melhor resumo receberia o livro da formiga Zaroia autografado pela autora, Fernanda foi a aluna vencedora. 

Maria da Paz também doou alguns livros de seu segundo trabalho infantil" Juquinha, o menino que ensinava a amar" que foram distribuídos para seis alunos que se destacaram em outras atividades relacionadas ao livro.

Obrigada pela visita Maria da Paz Sabino.